Como destruir a imagem e marca Mercedes em 30 segundos: coloque uma trilha de última categoria

Mercedes Classe A Lelek lek lek

Quer destruir a marca e imagem de uma dos maiores fabricantes de carro de luxo, a Mercedes, em 30 segundos? Basta colocar no comercial do Classe A uma trilha sonora de última categoria.
 

Não tem idéia qual música que faça isso? Pense em algo como Ah Lelek lek lek lek
 


 

Depois desta trilha não há tecnologias como o Steer Control e o Adaptive Brake quem garantam a estabilidade do bom gosto. #FAIL
 

Obs.: Como pode um cliente e uma agência fazerem um comercial assim?!?! Vergonha alheia nível 100! O.O
 

[update 10/03/2013]
Apesar do vídeo ter sido visto por mais de 2 milhões de pessoas (até o momento), isso não significa que houve aceitação do público. Há quase um equilíbrio na opinião das pessoas, entre gostar e não gostar, que viram o vídeo. Acho muito estranho, como profissional da área, atrelar um carro de luxo com um gênero musical como este. A estratégia gerou buss, foi ousada, mas continuo com minha opinião que, no mínimo, a montadora arranhou sua imagem. Se vai gerar venda do carro, é outra história (isso sim é um termômetro de sucesso).
 

PS.: Respeito a opinião dos outros, principalmente aos comentários não agressivos, e espero que façam o mesmo.
 

[update 19/04/2013]
Leiam o artigo do Marcelo Vitorino, publicado no WebInsider, sobre a campanha do Classe A. Além de interessante e inteligente, feito por um profissional da área. Vale a leitura!
 

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Post originalmente escrito no Criativo de Galochas
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  • Caetano Monteiro

    Mas que análise rasa a sua. O vídeo está com mais de 2 milhões de acessos. Bateu todos os recordes de visualização que a Mercedes, a nivel mundial, poderia receber. A marca conseguiu se reaproximar de um público que estava perdido – a classe mais jovem. E também a Mercedes está há 15 anos lutando contra o rótulo de “carro de tiozão”, e conseguiu apenas com este vídeo. E você vem dizer que a marca destruiu sua imagem? Melhor analisar antes de postar.

    • Caetano, quantidade de visualizações não significa aceitação do público. Se você notar no vídeo, há quase um equilíbrio entre gostar e não gostar. Isso ainda não quer dizer que a marca se reaproximou do público jovem. Estamos falando de um carro de luxo X uma música diferente que, normalmente seu público não gosta. A estratégia gerou buss, foi ousada, mas estranha.

      Como profissional da área, continuo com minha opinião que, no mínimo, a Mercedes arranhou sua imagem ao atrelar sua marca com um gênero musical como este (respeito dos outros e espero que façam o mesmo).

      • Ricardo

        Cara você está ficando velho. Esse é o problema (pelo menos com você). Humor não tem nada haver com esse pensamento ranzinza. Pensar fora da caixa ousadamente, tem tudo haver com a proposta. Ai você vê uma marca como a Mercedes fazendo a BMW correr atrás dela com um vídeo com uma música que é um clássico um hino da rebeldia (com a qual na minha opinião, eu acho chata pra caramba), totalmente antagônico, isso sim fez o efeito esperado. Qual campanha será lembrada pela inovação daqui mais uma semana? um mês? um ano? até a próxima premiação? Vai ficar difícil pra BMW…

        • Ricardo, não se trata de ser novo ou velho. Estamos falando de alinhamento. Se o objetivo da campanha era gerar apenas barulho, cumpriu seu papel. Mas, se isso vai gerar venda, é outra história (este é o resultado, provavelmente, que a MB provavelmente). Contudo, a marca corre o risco de ser lembrada com esta trilha.

  • Robson Moura

    Não compro um Classe A porque meu bolso é do nível A Le lek lekek…rs

  • Detesto funk, acho uma falta de cultura incrível, absurda! Mas confesso que gostei da criatividade utilizada pelos profissionais de publicidade neste comercial. Nisso eu os parabenizo, pela inovação, pelo inesperado, pela ousadia. É um comercial que sai da linha “carne de vaca” de comercial de carros… Isso traz diferencial! Eu, por exemplo, que nunca por iniciativa própria iria disponibilizar a música a lek lek para meus ouvidos, agora quando ouço esta música pela rua (que por sinal é bem popular) já me traz a mente imediatamente o carro da Mercedes. Nisso o objetivo da técnica de propaganda que eu chamaria de “adesão mental”, que deve até ter um jargão próprio na publicidade, cumpre seu objetivo perfeitamente!

    • Renato, eles foram ousados na trilha mesmo. Pode ser mesmo que algumas pessoas, ao ouvir Lelek, lembre-se do Classe A (apesar que nos atuais dias, músicas ou conjuntos somem do dia para o outro). Contudo, será que será uma “boa” lembrança”? Se era para gerar buss, perfeito. Vendas, só o tempo dirá.

  • aLEX

    Ridículo, mancada total da MB. Tanto que a BMW já deu a resposta, fez comerciais tocando musicas maravilhosas e no fim “o que vc esperava? um funk?”

    • Pois é Alex. Daqui alguns anos o que será do Lelek? rs

  • Luiz Menezes

    Sinceramente vc pode até detestar funk… mais vc não entende nada de marketing… se esse veiculo fosse feito com qualquer outra musica não estariamos agora falando dele…quando um comercial de veiculo ia chegar a casa de 2 milhões de acessos em tão pouco tempo.. vc já deve ter ouvido a frase: falem mal mais falem de min..

    • Luiz, talvez não entendemos. Ou não. Agora, dizer que quantidade de visualizações reflete a aceitação no comercial é equivocada. Marketing bem feito para toda e qualquer empresa é: aumentar share da marca ou venda! Quanto ao falar mal, nem comentamos.

  • Eu

    Que opinião carregada de preconceito! Vc não gostar de um estilo de musica tudo bem, mas daí dizer “atrelar um carro de luxo com um gênero musical como este” é puro preconceito. Só porque esse estilo de musica foi criado em aglomerações populacionais de baixa renda, que de luxo nada tinha, não significa que não tenha valor cultural. Em tempo, tambem não gosto deste estilo de música, mas não acho que quem gosta não merece ter um carro de luxo.

    • Caro “eu”, quando você cria qualquer ação em publicidade e marketing você tem que alinhar algumas coisas: público x produto x hábitos consumo x poder consumo x outras coisas. Não se trata de preconceito de forma alguma. Porém, a grande maioria da baixa renda não pode comprar um carro de luxo, como o Classe A, por razões óbvias. Gostar e poder comprar um Mercedes tem uma distância.

  • J.Carlos Nunes

    Lamentável, como podem colocar isso no ar??

    • Até agora não sabemos como foi para o ar. Pergunte ao SAC da Mercedes.

  • Victor

    Crasse média sofre. Deve ser traumatizante ver seu carrinho dos sonhos em um comercial com a trilha feita por um bando de moleques favelados. Bom mesmo é uma trilha branca feita por algum dj mequetrefe, que vc esquece quando o comercial chega ao fim.