Morte e vida Severina Amy Winehouse

Morte e vida Amy Winehouse

No último sábado, mais um raro talento nos deixou. Não foi surpresa para ninguém, todos os que conheciam sua fama já esperavam por isso. Não haviam muitas opções para Amy Winehouse, apenas duas: A reabilitação ou a morte. E ela já havia declarado que para a primeira ela não iria, não, não, não.

Nos últimos dias, muito se falou sobre seus problemas com álcool e drogas e sobre a sua fortuna, supostamente destruída pelos tais problemas que assombraram os últimos anos de sua vida. Parece até mesmo que, diante de sua trágica morte, todos esqueceram o raro talento que a colocou sob os holofotes. Os episódios de vício e violência vieram mais tarde. Tudo começou com um timbre aveludado dominando o mundo. E é esta versão de Amy Winehouse que o mundo parece ter esquecido que devemos guardar, a versão de uma pequenina garota judia de North Finchley que sonhava em viver de sua angustiada música, a versão de Amy Winehouse que trouxe aos ouvidos mais jovens o Jazz e o R&B que parecia ter desaparecido no esquecimento.

Morte e vida Amy Winehouse

Amy Jade Winehouse nasceu em 14 de setembro de 1983 e cresceu escutando os velhos álbuns de jazz que tanto encantavam seu pai taxista, Mitch Winehouse. Até o último dia de sua vida, Amy afirma ter sido seu pai sua maior influência musical. Aos 16 anos, já tatuada e usuária de maconha, Amy gravou uma fita cassete que seu então namorado enviou à algumas gravadoras e foi então que Felix Howard descobriu aquela voz tão única. Juntou-se à Amy colaborador em seu primeiro álbum, Frank, lançado pela Universal quando ela havia acabado de completar 20 anos. O disco foi altamente aclamado pelos críticos, mas não chegou a estourar fora do Reino Unido.

Foi então que Amy conheceu o homem a quem atribuiria o título de “Grande Amor de Sua Vida”, Blake Fielder-Civil. Foi ao lado dele que Amy protagonizou cenas de violência e passou a ser alvo de tablóides e fotógrafos. Blake terminou o relacionamento após alguns meses, e deste decepção amorosa nasceu a versão mais sombria de Amy Winehouse, com cabelos e maquiagem exageradas, novos vícios em drogas mais pesadas, tais como o craque e a heroína, além de seu segundo álbum, Back to Black, lançado em 2006, cujas canções de desespero e profunda depressão a tornaram um ícone mundial da música, alcançando o 1º lugar em 18 países.

Morte e vida Amy Winehouse

Enquanto Black to Black alcançava o topo das paradas do mundo inteiro, Amy Winehouse perdia todas as suas inibições e se mostrava cada vez mais magra e doente, exibindo comportamentos destrutivos por todos os lados. Esta talvez tenha sido a razão do enorme sucesso de seu segundo álbum: O público conseguia ver traduzida em suas atitudes toda a dor que suas músicas narravam. Amy Winehouse criou a experiência tridimensional de seu álbum ao escancarar suas angústias ao público sem qualquer forma de pudor.

Blake a Amy se casaram no início de 2007, em uma cerimônia impulsiva na cidade de Miami. Ao contrário do que se esperava, a dor de Amy não pareceu diminuir com o casamento. Ao que tudo indicava, sua união trazia à tona o pior de si. Após a prisão do marido, no final do mesmo ano, Amy parecia buscar a solução de seus problemas nos pubs ingleses. Essa solução nunca chegou. Ela passou a cancelar turnês e shows, não conseguia manter-se em pé nos palcos. Apesar de jurar amor eterno ao marido, o casal se divorciou em 2009.

Morte e vida Amy Winehouse

Desde então, Amy Winehouse vinha protagonizando episódios cada vez mais decadentes, agredindo fãs e subindo aos palcos sem cantar uma única nota. Muitos foram os homens fotografados ao seu lado, mas seu relacionamento mais longo desde o divórcio foi com o diretor cinematográfico Reg Traviss, que desmanchou o namoro após se cansar de pedir à Amy que procurasse ajuda para lifar com as drogas.

Morte e vida Amy Winehouse

No curso de sua carreira, foi exetensivamente comparada à outras divas do gênero, como Billie Holliday e Edit Piaf, não apenas pela voz e estilo músical, mas por compartilhar com suas antecessoras uma vida turbulenta. Compartilha agora seu espaço com outros gênios da música, como Jim Morrison e Janis Joplin, que nos deixaram aos 27 anos, ainda jovens demais para entender o sucesso e a fama e pouco maduros para saber equilibrar o estilo de vida que o Rock ‘n’ Roll proporciona. Amy é um caso como muitos no passado, sendo um dos mais recentes Kurt Cobain, que tirou a própria vida em 1994 declarando que nunca quis o sucesso que alcançou e que a fama o afligia mais do que poderia explicar.

Morte e vida Amy Winehouse

Alguns amigos de Amy declararam nos últimos dias que acreditam que ela poderia ter buscado o final de sua própria vida, e talvez tenham razão. Desde o lançamento de Back to Black, em 2006, Amy é forçada a reviver nos palcos os momentos mais dolorosos de sua breve existência. Só se pode esperar que agora ela encontre a paz de espírito que nunca teve.

(Post gentilmente escrito por Nina Amaral. Ela adora ouvir funk, samba, sertanejo, rock e outros bons gêneros musicais.)

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