Os maiores erros de Web Design

Maiores erros de Web Design


Conheça quais são os maiores erros de web design que alguns profissionais (programadores e diretores de arte) comentem sem saber (sem querer, querendo?).


PROBLEMAS DE LEGIBILIDADE
Fontes ruins, de tamanho pequeno ou com pouco contraste em relação ao fundo da página.


LINKS FORA DO PADRÃO
Links difíceis de compreender ou localizar, que não obedecem aos padrões web (sublinhado e colorido, na maioria das vezes em azul), links visitados e não-visitados sem diferenciação de cor, links sem explicação sobre para onde levam ou que abrem em outra janela do navegador sem qualquer utilidade.


FLASH DEMAIS
O uso excessivo de Flash pode afastar usuários e dificultar a compreensão do site. Segundo Nielsen, os internautas preferem uma navegação previsível, e o Flash deve ser utilizado para dar recursos adicionais aos sites. “Se seu conteúdo é chato, reescreva-o ou contrate um fotógrafo profissional”.


CONTEÚDO INADEQUADOS PARA WEB
O conteúdo para a internet deve ser objetivo e responder às principais perguntas que o usuário tem ao entrar em seu site. Linguagem direta e simples também ajudam.


MECANISMOS DE BUSCA RUINS
A busca é um dos principais mecanismos que um bom site deve ter. Mas não adianta possuir um buscador interno, se ele só abranger parte do site, ou então tiver restrições como a incapacidade de procurar palavras com menos de três letras.


INCOMPATIBILIDADES COM NAVEGADORES
Embora o Internet Explorer ainda seja o navegador mais utilizado, browsers como o Firefox e o Opera têm uma base fiel e crescente de usuários. Como nem todos os recursos de codificação de páginas funcionam da mesma forma em todos os navegadores, um bom projeto de site deve contemplar testes nos principais navegadores.


FORMULÁRIOS GRANDES E DESNECESSÁRIOS
Antes de criar um formulário de feedback ou identificação de clientes, procure cortar questões desnecessárias, diminua ao máximo os campos obrigatórios e faça com que o foco do cursor seja automaticamente ativado para o primeiro campo do formulário já no carregamento da página (isso poupa um clique).


AUSÊNCIA DE INFORMAÇÕES DE CONTATO
E-mail, telefone e endereço geram pontos de credibilidade para sua empresa e devem estar presentes em uma página “Sobre nós”.


LAYOUTS “CONGELADOS”
Quando você fixa a largura de seu site em um determinado número de pixels, quem tem um monitor com resolução maior terá parte da tela inutilizada, em branco, e quem tem um monitor menor ou de mais baixa resolução será obrigado a usar o scroll horizontal (que, cá entre nós, não é algo comum na internet).


FOTOS COM ZOOM INADEQUADO
Recurso muito comum em sites de comércio eletrônico – que, às vezes, cometem o erro de exibir a mesma foto quando o usuário clica em “ampliar”. Se você usa este recurso em seu site, pode decepcionar muitos clientes.


Steve Krug, autor do livro “Não me faça pensar”, propõe alguns conceitos sobre os quais o profissional deve refletir na hora de construir ou reformar um site para não cometer um dos maiores erros de Web Design. Confira:


NAVEGAÇÃO ÓBVIA
Procure dar caminhos auto-explicativos a seu visitante. Uma boa forma de fazer isso é buscar gerar afirmações na cabeça de seu usuário (aqui está a busca! este é o menu!), e não dúvidas (onde fica tal seção? posso clicar aqui? o que quer dizer este símbolo?). Para chegar a estas afirmações, Krug recomenda ter em mente algumas perguntas antes de construir ou reformar sua página: Para quê serve meu site? Quem é o usuário de meu site? Quais são as ferramentas e conteúdos que ele buscará aqui?


HIERARQUIA VISUAL
Seu site é uma grande vitrine. Defina prioridades, dê títulos e atenção ao que é mais importante. Agrupe itens relacionados graficamente e também em seções — o site da Caixa (www.caixa.gov.br) é um bom exemplo: direciona abas de navegação com as principais funções para cada público que pode acessar o site.


MINIMALISMO NA DOSE CERTA
Na mesma linha de Nielsen, Krug prega a eliminação do desnecessário. O guru é da tese de que, quanto menor e mais direto o site, mais fácil de usar ele é. Prova disso é o próprio Google (www.google.com) — o objetivo principal do site, a busca, é priorizado visualmente e simplifica a vida do usuário. Além disso, você não precisa exibir ao usuário todo o conteúdo de seu site logo de cara. Isso pode assustá-lo. Filtre as categorias principais, exiba-as em destaque e deixe uma opção “mais…” para o usuário se aprofundar em uma área que lhe interessa.


ARQUITETURA DE INFORMAÇÃO
Uma boa árvore de conteúdo ajuda o usuário a compreender melhor o que seu site oferece. Isso porque na internet, diferentemente do mundo real, não há senso de proporção ou direção. Em um supermercado, por exemplo, você presume que o sabonete estará fisicamente próximo das escovas de dente — talvez no mesmo corredor. Reunir conteúdos semelhantes sob uma mesma seção ajuda o usuário a se encontrar em seu site. Prova disso é o diretório de conteúdos do Yahoo! (http://dir.yahoo.com), que desde a pré-história da internet possui 14 categorias principais sob as quais o buscador cataloga todos os sites.


VOCÊ ESTÁ AQUI
Algumas convenções também ajudam a vida do usuário. Marcar os links visitados com uma cor diferente, por exemplo, tem por efeito diminuir essa falta de proporção e direção da web. A busca é fundamental — ela equivale a procurar um vendedor quando você entra na loja e não quer perder tempo procurando o que quer. A barra de navegação é da mesma importância — ela equivale a percorrer os corredores de uma loja e observar placas e categorias de produtos. Mantê-la em um mesmo local durante todo o site também dá ao usuário a sensação de controle sobre o conteúdo. Outro recurso é a utilização da linha de status (home > primeiro nível > segundo nível) — utilizada, por exemplo, no site Useit.com e também no diretório de buscas do Yahoo!


PROFUNDIDADE DE NAVEGAÇÃO
Outra discussão comum quanto à arquitetura da informação é sobre a quantidade de cliques necessários para que o usuário chegue a determinado ponto do site. Para Krug, “depende”. Uma árvore de conteúdo muito rasa pode permitir chegar a um conteúdo em poucos cliques, mas também pode tornar sua página principal carregada demais, com muitas opções de entrada. Por outro lado, uma árvore mais profunda exige mais cliques, mas também pode ajudar o usuário a segmentar melhor o conteúdo do site e navegar com mais segurança. Para Krug, o que importa não é o número de cliques, mas a facilidade dos cliques. Cliques, segundo ele, são escolhas — e o papel do webdesigner é facilitar as escolhas do usuário.


METÁFORAS COM O MUNDO REAL
Nada mais óbvio do que o símbolo de uma lixeira para o local onde você deve arrastar arquivos que deseja apagar. Esta metáfora fala a favor da usabilidade. Outra metáfora física são as abas de navegação — elas ajudam o usuário a se localizar, tornam a navegação evidente, e dão movimento para o site, já que dão a sensação de “trazer o conteúdo para frente”. O site Download.com utiliza abas e cores de forma bastante eficaz.
Fontes: Useit.com, Jakob Nielsen; Livro “Não faça seu visitante pensar” – Steve Krug


CG: Agora que você já sabe quais são os maiores erros de web design é arregaçar as mangas e corrigir os erros de web design nos sites que você desenvolve! Mãos as obras, galera!


Veja FOTOS DE ARQUITETURA
Visite os blogs SPEED RACER e o PICA PAU

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  • Felipe Cangussu

    Uma lista bem bolada. Trabalho com web e lido com esses erros constantemente.

  • Eu ja cometi bastante desses erros ai..
    tenso!
    rs