A urna eletrônica não é segura

Após a eleição de 1996, quando foi usada pela primeira vez a urna eletrônica em eleições oficiais no Brasil, alguns eleitores, também internautas, começaram a se perguntar qual era a garantia de segurança que eles tinham com esta nova modalidade de votação.

Confira alguns dos principais defeitos do sistema eleitoral informatizado brasileiro, segundo o o site Fórum do Voto Eletrônico :

· As urnas eletrônicas não permitem recontagem nem qualquer conferência dos resultados.
· Elas podem ser fraudadas por meio de programação e apresentar resultados diferentes dos votos colhidos.
· No prazo de 5 dias concedido aos partidos políticos é impossível fazer uma avaliação efetiva dos programas da urna-e. Além disso, o TSE mantém em sigilo uma parte dos programas das urnas (o sistema operacional).
· A digitação do número do Título Eleitoral na urna possibilita a identificação do voto por programas maliciosos (violação do voto secreto).
· O prazo exíguo concedido pelo TSE e a falta de condições técnicas adequadas tornam impossível aos partidos fazer a conferência da totalização dos votos (totalização paralela).
· O Teste de Votação Paralela, da forma como foi realizado, é inútil, pois simula uma votação com no máximo 140 votos, muito inferior à votação normal. Deste modo o programa da urna pode detectar que está sob teste e abortar a fraude.
· O TSE desinforma a sociedade com a prática de manter secreto relatórios técnicos que apresentem criticas à confiabilidade do seu sistema.

Os participantes do site propõe as seguintes propostas para minimizar os riscos de fraude:

· Impressão paralela do voto pela própria urna, conferido pelo eleitor e recolhido automaticamente para contra-prova, sem qualquer contato manual.
· Recontagem dos votos impressos em 2% das urnas, escolhidas após encerrada a votação e emitidos os boletins de urna.
· Abertura completa dos programas e sistemas da urna, antes das eleições, e meios efetivos de auditoria das urnas, antes e depois da votação.
· Desvinculação entre a identificação do eleitor e a votação, eliminando qualquer digitação que identifique o eleitor na própria urna.
· Apresentação dos Boletins de Urna das seções eleitorais na Internet, de forma a permitir uma eficiente conferência da totalização dos votos.
· Correção dos procedimentos do teste de votação paralela para torná-lo eficaz, isto é, o mais próximo possivel da situação real.

Para saber mais, acesse o Voto Eletrônico

CG: Concordo e apóio a impressão do voto.

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